Páginas

Seguidores

sábado, 9 de março de 2013

Outro olhar sobre Florianópolis(série: minhas crônicas)





Todo mundo vai ao centro diariamente: Estudantes, trabalhadores, donas de casa, crianças e por ai vai. Uns vão de carros, motos, mas a grande massa popular, usa mesmo, o  ônibus. Sem carro como estou  no momento, por um lado é ruim, tudo longe, o ponto então...Haja pernas para dar conta de chegar até lá. Por outro lado andar de ônibus têm suas vantagens, me fascina, observo coisas que não interessam a maioria das pessoas. Faço questão de ficar do lado da janela e alterno toda vez que vou à cidade, lá é que sempre vejo curiosidades.

 

           Um dia desses  saí, o tempo estava meio duvidoso, ameaçava sair o sol, ao mesmo tempo chuviscava e estava frio.Na estrada de areia clara, que costumo fazer o meu trajeto diário,deparo com uns “quero-quero” tentando avançar em mim, na hora não entendi o por quê daquela agressão tão rápida, nem ao menos deu tempo de me defender,. Em seguida encontrei um casal e comentei sobre o acontecido, o qual me alertou. Era por causa de um ninho deles que estava cheio de filhotes...Então era isso! Segui em frente. Olhei como de costume a paisagem, os quintais floridos, dei de cara com um belo cavalo, morava mesmo no quintal, e ele comendo grama, percebi que ela estava toda aparadinha, parecia que tinha sido passado um cortador,  pensei: este cavalo é um cortador natural de grama!, Nada desperdiçava... Bom e a viagem rumo ao centro continua.

 

          No ônibus, observo as árvores centenárias de um bairro antigo. Parecem monstros gigantes cheios de tentáculos, casarões antigos com quintais tão diferentes, bem fora de moda, porém, bonitos. A sensação é que naquele exato momento, tudo parou no tempo.





 

                Quando chego ao centro fico pensando na utilidade da calçada. Serve para tudo: pedestre, pedinte, camelôs, serve para tropeçar, até mesmo mendigo dormir. E por incrível que pareça... Os índios guaranis sobreviverem, cantando e dançando, e os transeuntes jogando moedas na sua cesta de palha, eu me pergunto: A que ponto meu Deus eles chegaram? Eles perderam o seu espaço, são a minoria, mesmo assim precisa passar por isso.

          

                  Sigo adiante, vejo mais outra índia, vendendo artesanato  indígena, com os seus curumins sujinhos em volta, e  um recém-nascido no colo. Confesso nunca tinha visto assim tão bebê, cheguei a bajular, com graça e cuidado, pergunto o nome, surpreendo, o nome dele, nada a ver com os nomes originais “David” perderam a sua identidade como legítimos brasileirinhos. bem como os demais, tudo nome estrangeiros.

             Fico por aqui... Vem  em quando tem mais...


 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Copyright © 2011 CONTA CONTOS ENCANTADOS.
Template customizado por Meri Pellens. Tecnologia do Blogger