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sábado, 26 de fevereiro de 2011

O cachorro Estado e a cadelinha Surpresa (causo)



Quem pensar que não existe egoísmo entre alguns animais, está redondamente enganado.
    O ruim disso tudo é que quase ninguém tem tempo, ou se importa para observar os animais.

    Na casa dos meus sogros tinha um casal de cachorro vira lata, que cuidava do quintal:a cadelinha chamada Surpresa e o cachorro chamado Estado.
Eu de férias, sem nada para fazer, ficava sentada sobre o degrau da porta da cozinha, observando as criações. Observava o galo imponente no seu cantar se mostrando dono do território á  galinhada  e nas  galinhas, o modo como andava( particularmente acho, que toda pessoa para caminhar elegantemente deveria se espelhar no andar de uma galinha.) Nesse caso, a dita cuja não é egoísta com os seus  pintinhos. Ciscava até achar um minhoca, formiga, grãos de areia,ou mesmo nada, para mostrar ou ensinar aos seus filhotes, como se alimentar. Achei o máximo, em compensação, era diferente do cachorro Estado e sua companheira Surpresa.

A Surpresa estava de barriga do Estado, já bem adiantada. Deitada, cochilando num carrinho de mão. velho e enferrujado,cheio de tralhas em desuso....Acordou e ficou olhando o seu “marido” dar uma volta no quintal, como se procurasse algo. Ele foi embaixo da bananeira, pegou uma banana da terra, trouxe atravessada na boca e fez um caminho mais longe para não passar diante da Surpresa. Foi comer escondido debaixo da laranjeira. Eu fiquei observando e pensando..Como pode ter um extinto desse? Achei que esse defeito era exclusividade do homem.

Depois de muito tempo, quando voltei lá na “roça” como era chamado o sítio, fiquei sabendo que o Estado havia morrido, foi quase um suicídio, por zelo ou por ciúmes, ou por egoísmo?. Correu atrás de outro cachorro  chamado “Tarzã” que estava na paquera da Surpresa, não viu um poço desativado e caiu dentro dele, foi o triste fim do Estado.
                                                                Dora Duarte

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Meu computador quase humano

Sr Alzheimer, assim o chamo, esse notado participante da casa, freqüentador assíduo das noites boêmias e solitários de muitos internautas. Está pensando é? É esse mesmo que você pensou, um quase humano. Com vocês sua majestade o COMPUTADOR!
Todos entenderão, por que o comparo assim ,diga-se de passagem, muito temperamental e genioso.

Têm dias que não estar a fim de navegar, uma preguiça! Ainda quando eu conto aos meus amigos sobre eles, daí começa um burling com ele, apelidado de: “movido à lenha”, “era dos flinstone”.,Eu sei que ele é ultrapassado, nunca atravessou uma janela, nem desceu de um lixão, mas pobrezinho é quase humano.

Quando chove e relampeja, ele fica com medo, se apavora e “desmaia” Para acordar novamente, ufa é um sacrifício. As vezes faz cada caca! Mistura um monte de páginas e segura, tento tomar e fechar, ele impede, tenho vontade de esmurrá-lo, mas em idoso e criança não se bate, aliás, em ninguém,  isto chama-se subir nas tamancas, tento manter a calma. Quando chega visita aqui então,  é que ele se mostra, fico com vergonha, a visita quando vai usar, ainda brinca” “isto funciona?”


Quando estou com pressa para ele me ajudar a fazer um trabalho nele, hum, faz uma pirraça, xingo ele de “bandalerda” Pois lhe dou a melhor banda larga como vitamina, muita energia para dar força para ele correr, mas, nem assim sai do canto., eu compreendo é a memória pouca, As vezes dormeeeeee, um sacrifício para despertá-lo Deixo-o á vontade, vou cuidar dos meus afazeres enquanto ele resolve ajudar-me.... Então quando pega vírus, aí é que fica manhoso, precisa levá-lo no “hospital informática” para tomar umas injeções, daí volta animado se achando.Passa-se uns meses, ele novamente lerdo

Já pensei tanto em substituí-lo, mas tanto não vale, porque um parecido é tanto e muito mais, e nem tampouco tenho para esse tanto, quem sabe um dia alguém doa.um, Ah mais para aonde iria sr Alzheimer? Os cemitérios de computadores estão super lotados até bem mais novos que ele.Digo que ele está devendo prestaçTadinho qual será o seu destino? È mas se não fosse ele agora, nem estava falando mal dele, nem tinha escrito tantos textos.

        Dora Duarte

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Tumulto no Centro da cidade(causo)



                                   Andy foi ao centro da cidade para comprar material para os seus trabalhos deartesã.
De repente depara com aquela gritaria: ___ Socorro!!!!! Era uma mulher agarrada na sua bolsa e um velhinho também. Ela puxava para um lado e o senhorzinho para o outro. Naquela cena ninguém entendia nada., ela gritava “ladrão” e ele gritava “ela me roubou”, os transeuntes ficaram de boca aberta sem entender quem estava falando a verdade .


Nessas alturas já tinha enchido a praça central. O velhinho não soltava a bolsa da mulher, afirmando que a carteira dele estava dentro da bolsa dela. Ela, porém gritava que era casada( nada a ver, fora do contexto). Daí nesse vai e vem, puxa pra cá puxa pra lá, a dentadura do velhinho pulou longe, caiu no chão, parecia mesmo uma perereca viva..
 O mais engraçado é que ele tentava explicar, ficava mais difícil de entender o que ele dizia..

Andy ria tanto de doer a barriga, ainda apertada para ir ao banheiro, mas queria saber o resultado. Lógico, a mulherada tomou partido a favor da mulher, achavam que ela estava falando a verdade, até porque ele estava desmazelado, com uma bermuda curtinha, chinelo de dedos, maltrapilho mesmo e ainda banguelo, ela bem vestida de vestido preto bem curtinho.

Foi chegado ao um  ponto crucial , de ele insistir tanto, o pessoal fez a mulher abrir a bolsa.


 E lá estava mesmo a carteira do homem. Ele pegou a carteira e depois foi juntar a dentadura....Para espanto de todos inclusive da Andy que estava em crise de risos, ele  juntou e colocou na boca, sem se importar a dentadura estava suja, daí foi que a Andy não agüentou mesmo ria sem parar, passou perto dele e ele chorando reclamando:


__A gente não pode dar arrego, que  elas fazem isto!


A Andy correu ao banheiro, quase foi tarde.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Maria de José ( Uma história de amor )

    



Maria foi criada com muita dificuldade, muito comum naquela hoje em dia e antigamente mais ainda   interior numa Aldeia distante de tudo....
 Logo cedinho,  quando  acordava  cuidava da criação de cabras, tirava do pequeno curral e levava para o pasto, voltava para  tratar das galinhas e por último cuidar com carinho dos seus irmãos mais novos, já que quase  todo ano nascia um na casa, sempre tinha um bebê de um ano e uns meses, carente de colo precisando dos seus cuidados.

Pouco tempo sobrava para os estudos e as brincadeira, mas quando sobrava...O que Maria mais gostava, era desenhar vestidos no chão do quintal, criava modelos próprios, era uma imaginação fora do comum para uma menina de onze anos, sem conhecer o mundo lá fora, sem acesso a nada sobre moda. Depois costurava para as suas bonecas de pano e de sabugo de milho. Sua mãe tinha máquina de costura manual, mas tinha um ciúme, nem deixava a filha chegar perto . Tudo o que ela queria era aprender a costurar na máquina, porque não mão ela aprendera sozinha, mas a sua mãe não ensinava, já que ela era a mais velha dos irmãos, suas tarefas caseiras teriam que ser cumpridas. Cuidar das criações da casa e dos irmãos pequeninos.

 Escola ela só freqüentava para aprender o básico, as letras do alfabeto e escrever seu nome. Seu caderno de deveres de casa  era o chão, o lápis, os dedos das mãos, ou um graveto.

Crescera assim, rústica, mas com o talento para costura...

Certa vez, um cavaleiro surgiu como de uma nada, veio galopando em direção à frente do casarão aonde Maria morava, chutou sem querer todas sua lições da escola e seus desenho de vestido,suas “obras-primas” ela o encarou calada, mas com tanta raiva!

─ O que vosmecê  quer aqui?
─Falar com o seu pai, ele está?
─Ele ainda não chegou da roça, mas está para chegar!
─Eu vou esperar aqui sentado no alpendre, continue a fazer o que estava fazendo.

 Ele a olhou com uma admiração, um olhar diferente.Ela correspondeu, mas não com o mesmo olhar, ainda raivosa pelo o que ele fez.

─ Meu nome é José ,tenho visto vosmecê aos domingos sempre nas missas e nas novenas, Como vosmecê se chama?
─Maria, mas não me lembro de ter visto  vosmecê!
─Claro, vos nem olha para os lados!
─Lá vem o meu pai, deixe de prosa!

Seu pai conversou com ele como já se conhecesse há muito tempo. Chamou  José para dentro de casa e Maria entrou para cozinha, ajudar a sua mãe na janta.
Sua mãe perguntou quem estava na sala, ela  descreveu o rapaz e disse só o nome.
Sua mãe deu uma olhada na sala, foi cumprimentá-lo, voltou e comentou:
─Ah eu sei quem é, é José, um rapaz muito bonito, cobiçado muito pelas moças daqui. muito garboso e educado.
─Mãe, o que será que ele veio fazer aqui?
─Não sei Maria!

Ela ficou impressionada com o que sua mãe contou, também curiosa, para ver aquele rapaz novamente, nem que fosse de longe.

Era dia de novena de Santo Antonio na  capela do lugarejo, Toda a família de Maria foi.
Ela olhava em volta para ver se via o tal José e nada. Quando terminou, na saída não pode deixar de vez o Josè, como também os olhares,risinhos derretidos das moçoilas da Aldeia.

Sentiu uma pitadinha  nem ela sabia o quê , nem podia adivinhar, ela já com os seu quatorze anos, nem corpo de moça tinha direito, nem muito menos instrução. Ele já um homem feito, bonitão e muito cobiçado. Ela simplesmente tentou tirar aqueles pensamentos bobos da sua cabeça, conseguiu por uns dias, até vê-lo novamente se aproximar da sua casa, no seu belo cavalo..
Era de tardezinha... Tomou um susto quando o viu. Desta vez o seu pai estava em casa já que era um domingo e ninguém naquela casa desrespeitava o dia do Senhor, era sagrado, nem mesmo Maria costurava seus vestidos de boneca, nem fazia suas lições da escola no seu caderno de areia.

─ Maria, venha até aqui na sala!
Quase teve um desmaio, quando viu seu pai chama-la, suou frio e entrou
:─  Conhece este rapaz José?
_ Conheço sim meu pai, mas daquele dia que ele veio lhe procurar!
_ vos sabe o que ele veio fazer aqui?

─Não senhor!
─Veio pedir sua mão em casamento!
─Meu pai, eu não sei o que dizer, o senhor é quem sabe, o que o senhor quiser está bom para mim.
─ Já dei o meu consentimento, ele é um rapaz bom, de boa família,.É mas ,vosmecês têm que noivar um pouco para se conhecer, sentados aqui na sala, ouviu bem?

Ela aceitou não só por obediência ao pai, o que era comum naquela época, o que não era o seu caso. Na verdade já estava gostando dele, mas não entendia a voz que falava alto no seu coração, nunca ninguém o ensinara que sentimento era aquele, sabia que era um gostar diferente, daquele gostar dos pais, dos irmãos, mesmo assim sentia algo que cada vez se tornava mais forte.

Durante o tempo de noivado, Maria e José nem conversara muito, Maria deu  seu sim ao noivo, o olhava com muita  timidez, em poucos meses já estavam” prontos “para o casamento. Foi uma festa simples com a mesma simplicidade de Maria, Ela estava linda naquele vestido feito por sua mãe naquela máquina de mão, imaginou o quanto foi difícil para sua mãe fazê-lo.

Lá se foi Maria com Josè na garupa do cavalo, carregando na mala, seus pertences, suas bonecas com a pequena coleção de roupinhas feitas por Maria, do aprendizado escolar, levou consigo o escrever seu nome sem ajuda de ninguém, lento, meio soletrado, mas escrevia, como também aprendera  escrever algumas palavras..
A casinha de José e Maria, era uma casinha bem simples, mas bem cuidada,um brinco, os lençóis de saco bem alvejado, os panos de pratos, mais parecia umas tapiocas de tão brancos..José cortava bem caprichado a lenha e Maria arrumava embaixo do fogão. Suas panelas de barro com tampas de latas, mas brilhantes como se  fossem de alumínio.

José era muito amoroso, logo a Maria se apegaram muito,  ele era  um esposo muito bom. Só que quando ele saia para trabalhar, Maria sentia tristeza, enquanto cuidava dos afazeres da casa. tudo bem,ela cantava arrumando a casa, fazia com muito prazer distraía Maria, mas depois, batia uma solidão, lembrou das bonecas que guardara escondidas, resolveu então nas horas vagas brincar, assim o tempo passava enquanto José não  voltava da roça..

Porém, um certo dia José chegou mais cedo, ela nem deu tempo de guardar as bonecas, ele  flagrou....No seu jeito calmo,a chamou  para uma conversa séria, ela estremeceu com a seriedade dele:

─Por que, eu fiz alguma coisa de errado?
─Não Maria, acredito que não fez por mal, mas estar na hora de vosmecê entender, que não é mais criança para brincar de bonecas, agora vosmecê é uma mulher casada, dona de casa e tem um marido!

─José, eu não sabia que eu não podia brincar mais de boneca, mas é que eu me sinto só, depois que faço tudo em casa  brinco enquanto vosmecê não vem.

─Ta bom Maria, de agora em diante já sabe, vosmecê já é uma mulher, apesar de jovem, daqui alguns meses terá uma boneca ou boneco de verdade para cuidar.

─Como assim?

 Alguns meses depois a “profecia” de José se cumpriu. Nasceu  a primeira boneca de verdade de Maria para felicidade dos dois..

Assim foram felizes até a morte!

                       FIM

* Nota: Nem só de dor, desencontro,vilão, rivalidade se constrói uma história de amor , nem precisa ser água com açúcar.A vida já é coadjutora de várias histórias amorosas e o destino conspira á favor.

 imgem emprestada:google

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A besta Jeitosa e a égua Borboleta (Causo)



Há muito tempo, pelo final da década de 70, os meus sogros eram vivos ainda                                                                                                                                           
Viviam no oeste de Minas Gerais...Indo de Belo Horizonte, era a estrada que dava rumo á Serra do Cipó, passando por várias cidadezinhas até chegar lá, mas precisamente na cidade de Dom Joaquim, pensaram que cheguei? Nada, mais seis léguas de estrada deserta, ou seja, dezoito quilômetros, coisa de mais de sete horas de viagem de BH  até chegar no Vale do Silêncio(detalhe:fui eu que o batizei assim)

“Ô lugazin longe sor !”Um vale lindo, até difícil descrever tanta beleza natural!Um ribeirão cortava o vale no meio, de um lado as montanhas, do outro, pasto verdes, árvores, palmeiras de todos os tipos, borboletas de montão de várias  cores, sítios, fazendas, separadas apenas por porteiras, muito gado, cavalos, muitas frutas, enfim, se existe um paraísos terrestres, ali era um deles.
Então, era neste imenso “paraíso” que os meus sogros moravam e aonde eu costumava ir junto passar as férias escolares do meu pequeno filho Ricardo, já que o pai nunca podia, eu fazia as vezes dele.

Era uma casa singela não muito grande, cheio de flores e plantas em volta, galinhas no quintal, gados, cavalos, porcos nos chiqueiros,um cachorro chamado “Estado” e uma cadela chamada "Surpresa". O bastante para  nos acolher com muito amor e carinho. A minha sogra Ana, era uma criatura bondosa, quase uma mãe, não sabia o que fazer com a gente de tanta dedicação, tratava de chamar a irmã para fazer “quitandas” de fartura para nós.num forno à lenha. Era broa de milho, bolachas de nata, biscoito de polvilho, pão de queijo e por aí vai...

Havia um engenho de cachaça , rapadura e melado, onde nós  esbaldavam com a garapa da cana-de-açúcar. O meu sogro Altino, vendia tudo feito no engenho, também matava porco para vender na cidade., moia fubá para os gastos de casa e também para vender.

 A minha sogra era a fazendeira dos queijos de vários tipos. Tinha um que eu adorava, nem se acha para vender em lugar nenhum, era o requeijão com a nata tostada, muito saboroso, fazia questão de fazer bem na hora que eu ia tomar café, para que eu pudesse saborear derretendo. Na verdade, ela fazia todos os meus gosto, como também do meu filho, até quando o menino ia ao ribeirão pescar, trazia uns pequenos lambaris, ela limpava e fritava para ele, se ele cismasse de comer um pintinho na faze de virar frango, cujas penas não tinham crescido direito, lá ia ela mandar matar e preparar , fazer os gostos do neto.

Falando em fazer gosto, foi aí que me fizeram asminhas vontades... Dar um passeio quase que diário, numa  besta  chamada Jeitosa e na égua Borboleta...Parece coisa de maluca, mas eu gostava de conversar com elas, ou seja, um monólogo é claro, Portanto por incrível que pareça, elas  entendiam o que eu pedia com jeitinho.

A Jeitosa, que o menino Helinho, o pequeno peão de oito anos dizia: ( tinha que trocar o nome por peidosa), porque mal subia nela, disparava a soltar peidos, mais parecia uma metralhadora. Coitada, também pastando  o dia todo, barriga cheia, peso em cima, só podia mesmo acontecer isto!

Quanto a Borboleta, essa era uma égua branca , bonitona, charmosa super talentosa, Aliás, todas duas, sabiam exatamente os caminhos aonde levar seu dono, como também as visitas para um passeio vez em quando,
Na verdade, apesar da beleza da Borboleta, eu preferia mesmo era a feiosa besta Jeitosa .
 Ela era mais dócil, gentil. Gostava de conversar com ela.

Um belo dia ensolarado resolvi dar um passeio no vale, pedi ao pequeno peão para encilhar a Jeitosa. Quando eu vi ele capturar no pasto, colocar cela, ela começou com rebeldia, não concordando, ele começou a chicoteá-la. Chamei atenção, dizendo para ele não fazer aquilo,
Disse ele: _ Ah ela só obedece assim, quer ver como ela aceita na marra eu subir? E subiu surrando com o cipó. Disse:

_Desça, deixe eu conversar com ela: _ Jeitosa calma ai querida, não fique assim tão brava, não vou deixar ele bater mais em você. Olha só,(eu alisando ela) eu só quero dar uma voltinha, até lá na estrada, depois voltamos prometo!

Na mesma hora, ela aceitou a cela, todos outros apetrechos próprios.
E subi nela numa boa, fomos passear pelo vale até a estrada, sem reclamação. O único som que saía dela, eram os peidos, esse não tinha como evitar.
 Quanto a Borboleta? Toda vaidosa, foi me levar no último dia de férias ao passeio, o meu filho gostava mesmo era de ficar pescando e tomando banho no ribeirão com o Helinho e eu  despedir do verde Vale do Silêncio. Só que eu não sabia lidar com égua “namoradeira “.
 Na volta, mal atravessei o riacho, ela avistou um cavalo começou a se mostrar a ele relinchando sem parar, e ele respondendo, vindo na nossa direção, ai que apuro passei!
 Foi quando tive a idéia de monologar com ela:

  _Borboleta, agora não, não é hora de paquerar, deixe pra outra vez, comporte-se viu?
Já está quase chegando, depois peço pra te soltar, daí faça o que tiver vontade.
Vamos Borboleta, corra, corra!!!!
Parece piada, ou brincadeira, ou mesmo intuição, só sei dizer que ela galopou comigo, tive medo de me esborrachar no caminho. Ufa foi por pouco!

 Anos se passaram, os meus queridos sogros morreram, sobrou só lembranças de um tempo que foi tão bom, lembranças das minhas “amiguinhas” Jeitosa e Borboleta..
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